“Veneno Eletrônico”

Jornal Oficina Brasil

Veja como a reprogramação ou substituição de chips na UCE de carros com injeção eletrônica vem substituindo o antigo sistema de ganho de potência no motor.

por Cléa Martins

Os possantes do novo século

A reprogramação ou substituição de chips na UCE de carros com injeção eletrônica, embora ainda exista muita controvérsia, vem substituindo o antigo sistema de ganho de potência no motor por meio de componentes químicos ou alterações mecânicas, como uma opção aos proprietários de veículos interessados em mais desempenho.

Na oficina do século 21 os profissionais precisam estar atentos as novas tecnologias. A informática, por exemplo, está presente em todos os lugares. Os profissionais que souberem aproveitar as oportunidades estarão a frente do processo no qual a mecânica e a eletrônica se fundem definitivamente.

Exemplo disto são os antigos carburadores trocados pelos modernos sistemas de injeção eletrônica e seu módulo de comando central.

Hoje, na maioria das vezes, tornou-se impossível a alteração do torque/potência de um carro novo sem que haja uma reprogramação no software que contém os parâmetros de injeção ou ignição.

O chip

Dentro do módulo central existe um chip (PROM – Programable Read Only Memory/Memória Programável somente para leitura), que é o responsável pelas programações básicas de funcionamento do veículo. São estas informações, associadas às outras colhidas pelos vários sensores do veículo, como temperatura ambiente, temperatura da água do radiador, velocidade e rotação, é que irão definir as condições de funcionamento do motor, comandando a liberação dos sinais que vão gerar a mistura ar/ combustível adequada a ser injetada na câmara de combustão e o ponto correto de ignição para o desempenho solicitado em cada caso.

A programação original de fábrica varia de acordo com as condições ambientais do lugar, dependendo ainda do tipo de combustível, temperatura e altitude, além de equacionar a premissa de menor consumo, maior durabilidade e menor emissão de poluentes, entre outros. Assim, este chip nem sempre esta programado para que o veículo consiga alcançar todo seu potencial de rendimento daquele motor. Em função disto, também é necessário que o profissional fique atento aos chips importados, que frequentemente não possuem uma programação adequada para o Brasil e todas as suas variações.

A alteração

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Segundo especialistas, para que seja realizada uma substituição ou reprogramação é necessário um equipamento composto por um programa especial para leitura e gravação do chip (software) e um microcomputador; o custo do equipamento a partir de R$ 10.000,00 a R$ 60.000,00 . O processo de reprogramação é simples. O chip precisa ser retirado para que possa ser lido e gravado, e logo em seguida todos os comandos são passados para o modo gráfico, ou seja, todas as informações originais são mapeadas ( em duas ou três dimensões, dependendo do programa utilizado -o mais comum é o Digiview), o que permite ao profissional fazer todas as alterações necessárias. “Acertando as curvas de avanço e TI (tempo de injeção), o carro ganha alguns cavalos a mais de potência”, afirma o mecânico Fábio Reolon, com oficina localizada no ABC paulista.

Nos motores, os valores de pressão sofrem ajustes e o ganho de torque obtido pela reprogramação gira em torno de 35% nos turbocomprimidos, 10% nos aspirados e 40% nos turbodiesel. A reprogramação pode ser efetuada na grande maioria dos veículos com injeção eletrônica, com exceção, entre outros, do novo Astra e Fiat Fire, porque seu chip está integrado a centralina (módulo), o que impede sua retirada.

O custo para o cliente pode variar muito, dependendo da oficina, do carro e do tipo de chip, podendo ficar entre R$ 300 e R$ 2.500. As pessoas que mais procuram este tipo de serviço são os proprietários de carros com motores 1.0 que estão insatisfeitos com o desempenho de seu veículo e os donos de carros blindados, que por terem aumentado o peso do veículo perderam potência/torque.

Vantagens e prejuízos

O surpreendente e talvez mais vantajoso da reprogramação é que este é um processo reversível, o chip têm um total de quatro memórias que podem ficar gravadas e serem alteradas em qualquer momento, é como ter diferentes carros, um para cada situação. Se o trabalho for bem feito, não causará problemas, riem de emissão de poluentes, nem no aumento do consumo de combustível. Pelo contrário, “em alguns casos ele até melhorou, os carros ficaram mais econômicos”, afirma Reolon, o mecânico do ABC.

O proprietário de um Vectra CD (GM), Adriano Moreno, que optou pela reprogramação porque queria aumentar o desempenho em baixa aceleração e também nas retomadas, afirma ter ficado satisfeito. “O carro ficou mais ágil, tanto na saída e na retomada, quanto na velocidade final”, garantiu Adriano, que atesta, não ter notado alteração no consumo.

As desvantagens, por sua vez, ficam por conta de uma programação mal feita. “Uma programação errônea pode trazer prejuízos a longo e médio prazo para o motor, como alto consumo de combustível e diferenças de desempenho com batidas de pino”, alerta o profissional da reparação automotiva e preparação de motores Vinícius Losacco.

Por isso é necessário que o profissional participe de cursos e treinamentos específicos para atualizar-se antes de se aventurar pelo complexo mundo da informática.

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