“Bem Nutridos”

Revista Full Power – Ed. 50

Dois VW Voyage com preparações diferentes para uso diário: um carburado e o outro injetado. Faça sua escolha!

Qual é a melhor alimentação para um carro de rua com mais de 200 cv para uso no dia-a-dia: a confiabilidade do velho e bom carburador ou a tecnologia da injeção eletrônica? Para sanar a dúvida, FULLPOWER andou em uma dupla de Voyage GL, com preparação básica. Ambos são 1.8 e ganharam turbos de medidas diferentes. Com suspensões preparadas e freios capazes de ancorar rápido, carburado e injetado montados pelos preparadores Rafael “Monstro” Pagliuca, da oficina Motorfort, e Fábio “Marajá” Reolon, da NPC Performance, ambas de São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

O Voyage vinho duas portas, ano 92, montado por Pagliuca, é um clássico dos turbinados, já que utiliza equipamentos bem conhecidos: kit Beep Turbo monofluxo, turbo Lacon Schiwtzer (eixo de 54 mm e rotor frio de 50 mm, com caixa fria, 50 e quente, 48) e carburador Brosol 2E de linha, original dos Voyage da época. No verde (ano 95), o trampo foi mais pesado por ser mais moderno e tecnológico. Fábio, sócio de uma das maiores preparadoras eletrônicas do Brasil, substituiu o “bura” por uma injeção Magneti Marelli.

Enquanto Rafa acertava giclagem, ponto de ignição e pressão do carburado, Marajá se ocupou em instalar a injeção completa dos AP Mi para fazer o motor funcionar. “O carro não desregula facilmente, como um carburado. Depois de pronto e acertado, basta monitorar a mistura e acelerar sem preocupações”. Após a instalação da injeção, entrou em cena um turbo Master Power APL 240 com coletor deslocado (devido à direção hidráulica e ao ar-condicionado que equipam o modelo) e uma válvula de alívio F2 Racing.

Em ambos, a taxa de compressão permaneceu original (8,5:1) e o sistema de escape tem o mesmo diâmetro de 2,5″, porém de empresas diferentes: Fábio levou na Giba Escapes e o de Rafa foi feito na Paulinho Escapes. Para regular a pressão de combustível, há um dosador Beep turbo no vinho, enquanto, no verde, usa-se um dosador original dos Mi montado na flauta dos bicos, com 110% a mais de vazão. A bomba de combustível de ambos é da Savor.
Enquanto a suspensão do vinho fica mais próxima dos carros de arrancada, feita na paulistana Fênix, o verde foi alterado na Constraste (SP), com acerto mais confortável.O poder de parada de ambos veio da paulistana Power Brakes, porém, com dimensões diferentes nos sistemas: discos dianteiros de 284 mm no injetado – que recebeu as redondas Orbital aro 15″ cromadas – e de 256 mm, “slotado” nos dois VW.

No interior do verde, muito conforto: ar-condicionado, direção hidráulica, volante revestido em couro, CD-player, bancos Recaro (forrados pela Courotec)… No vinho, a pegada é outra: banco concha fixo apenas para o piloto (um modelo-protótipo da Shutt), volante revestido de camurça, pedaleiras e manopla de câmbio da nova linha Shutt Rancing. O som que se ouve não é gerado por alto-falantes, mas, sim, do câmbio (Sapinho) com engrenagens retas que literalmente canta com o aumento da aceleração em terceira e quarta marchas. Pé embaixo, o Voyage dança conforme a música.
O conjunto de embreagem com disco cerâmico e platô de 900 lbs da FF Embreagens deu conta do recado em ambos. O injetado cresce desde as 2.500 rpm. Com 0,7 kg de pressão no turbo, mostrou 208 cv no motor, enquanto o vinho, cm 1,0 kg, acusou 228 cv. Por ter turbo maior e carburador trabalhado, a saúde do carburado aparece mais tarde.

Na cidade, a boa dirigibilidade, aliada a uma boa dose de esportividade, agradam bastante. O consumo de combustível na cidade manteve-se aceitável, com 6,5 km/l de álcool. Na estrada, o número melhora de leve: 8 km/l. As principais diferenças ficam, obviamente, em questões de bolso e conforto. O motor AP carburado pode ser turbinado por um preço acessível, cerca de R$1.500, uma vez que só é necessário um kit turbo básico. Agora, se a opção for aposentar o carbura e, em seu lugar, espetar um kit de injeção (módulo, chicote, flauta, bicos) para maior precisão no acerto, a diversão fica um pouco mis cara: cerca de R$3.500.
Um sistema de partida a frio (menos de R$200) é uma boa dica para quem mora em regiões de baixa temperatura ou simplesmente busca evitar perdas de tempo pela manhã para fazer o motor “pegar”. AP turbão, seja ele injetado ou carburado, é assim: pegou, vira uma fonte de adrenalina.

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