PesquisarPesquisar
Nascarchips nas redes sociais Veja nosso perfil no Facebook Siga-nos no Twitter e saiba tudo
Veja muitos vídeos em nosso canal no Youtube

Mídia

 

"NPC Performance" - Jornal O Estado de São Paulo Ed. 643 - Fevereiro/2004
Chip 'tunado' altera potência sem abrir o capô



O Estado De S. Paulo

Tuning, ou afinação eletrônica da carburação,
está virando moda entre aficionados por carro


por Cibele Gandolpho

 

Uma nova gíria circula velozmente nas rodas dos malucos por carros poderosos: "tunar". Corruptela do inglês (tuning), a palavra quer dizer afinar, sintonizar. A moda agora é "tunar" o carro, ou seja, deixá-lo mais potente e bonito. O que vem despertando a atenção dos fabricantes é o crescimento da quantidade de gente que troca o chip da injeção eletrônica, cuja função é controlar quanto combustível deve ou não ser injetado no pistão para que o carro obedeça às características pré-determinadas pelo fabricante.

O "chip de potência" fica na central de injeção e é retirado por um técnico que o leva para um leitor de eproms (chips). Depois, o arquivo é salvo no computador e alterado de acordo com as solicitações do cliente. "Um novo eprom é gravado com as novas curvas e modificações necessárias. Faz-se um teste e o módulo é lacrado e montado de volta ao local. Tudo isso leva, em média, duas horas", explica Fábio Alexandre Reolon, sócio da NPC Performance.

Segundo os especialistas em injeção eletrônica, o aumento de potência é geralmente de 10%, o que é suficiente para deixar o carro um pouco mais ágil. Mas as lojas especializadas afirmam que este ganho pode chegar até a 40%.

Remapear o chip deixa o carro mais agressivo porque as mudanças são basicamente a retirada do limitador de giros, que aumenta o fluxo de combustível; a alteração do nível de oxigênio admitido na injeção; e a alteração do nível de poluentes admissível na emissão de gases. "O chip original é devolvido ao proprietário", ressalta Reolon. No entanto, é comum encontrar carros com motores fundidos, em parte, causado por chips reprogramados que, às vezes, distribuem combustível em excesso e permitem que a pressão do turbo exceda os limites recomendados pelo fabricante. Talvez o motor pareça estar funcionando melhor, mas pode estar trabalhando de forma mais suja e não passe em testes de emissão de gases.

O Informática testou duas Parati 1.0 16V Turbo, uma original de fábrica e
outra com o chip de potência alterado. Os originais 112 cv de potência passaram para 160 cv na versão alterada. É possível sentir um nítido ganho de força nas baixas rotações, principalmente na arrancada. Mas a Parati alterada estava no limite de pressão que o turbo pode suportar.

No Audi A3 1.8 Turbo testado, a potência original era de 150 cv. Em outro A3 modificado pela NPC Performance Chips, a potência bateu de 190 a 195 cv. Porém, o proprietário do carro trocou outras peças além do chip, como turbina, coletor, etc., para que a potência batesse de 250 a 300 cv.

Há casos em que o carro é chamado de híbrido. "Não há chip porque o programa está integrado à central e não tem como ser retirado. Nesse caso, usamos um equipamento chamado Kess que, ligado ao notebook, lê, apaga e grava as novas configurações em menos de 15 minutos, sem deixar vestígios", explica o sócio da NPC Performance. Entre os carros híbridos estão o Marea, Stilo 2.4, Palio Fire, Astra, Zafira, Meriva, Corsa e Celta. Outro tipo de troca de chips tem sido bem procurada: a de combustível. "O cliente pode converter o motor de álcool para gasolina ou ainda torná-lo bicombustível para usar dos dois", diz José Carlos Finardi, proprietário da loja Finardi. Neste caso, o chip também é alterado, mas algumas peças do motor precisam ser trocadas porque o álcool não é um combustível lubrificante e pode causar engrupamento de válvulas.

Preços - Mas quanto custa essa brincadeira? Depende do carro. O trabalho não é caro nem requer muito tempo. "Em uma ou duas horas dá para trocar o chip de potência de um carro", explica Fábio Alexandre Reolon, sócio da NPC Performance.

Para remapear o chip de um Corsa 1.0, por exemplo, o proprietário vai gastar R$ 180 na NPC Performance . Esse valor pode chegar a R$ 1.500 se o carro for um Audi S3, por exemplo.

Na Finardi, os preços variam de R$ 250 a R$ 500 para alterar o chip de potência. Para converter o combustível, o custo varia entre R$ 300 e R$ 500.
"Se for para deixar o carro bicombustível, o trabalho sai por R$ 700."

 

Outras matérias do Estado de São Paulo sobre a NPC Performance :



 

Voltar para o índice das publicações

 


Desenvolvimento: Netbit Internet (http://netbit.com.br) / nascarchips.com, Todos os Direitos Reservados
Netbit Internet